Desde cedo sempre tive uma necessidade maior que eu próprio, de observar o mundo. Pensar, reflectir sobre os verdadeiros problemas da humanidade: Porque não há um café starbucks no Porto? Como ainda há gente que considere que fúscia e dourado combinam? Qual a verdadeira idade da Cher? Conseguirá alguém começar um balde de gelado da Hagën Dass sem o terminar? E por fim, o que vai na cabeça das pessoas para usarem fato de treino na rua?!
Hoje, vou debruçar-me nesta última interrogação na tentativa de erradicar este vírus das ruas dessas cidades espalhadas pelo mundo, e assim, fazer deste planetas um lugar bem melhor para se viver.
Deve certamente existir uma ciência por detrás deste pensamento desumano, de que usar fato de treino fora de casa é permitido e socialmente correcto. Vejamos, podem argumentar que é uma peça confortável e ready to wear...sim, podem, mas amigos, convenhamos, a roupa não foi feita para ser confortável, caso contrário ainda todos usaríamos ceroulas e t-shirt manga cava por baixo das camisas por ser "quentinho". E não estamos em altura de sermos individualistas, há que pensar nos outros. O contexto actual de crise já é demasiado grave para sair à rua e dar de caras com homens e mulheres de fato de treino a passear como se estivessem a ostentar algo que lhes desse orgulho. Não entendo! Pior mesmo só quando se vê uma família inteira a passear nessa máscara de halloween! Vai tudo alegre rua abaixo, a partilhar uma regueifa e a beber CapriSon. Nunca lá estive, mas parece-me que o purgatório deve ser bem semelhante. É que uma pessoa ate pode ter vivido uma vida pacata e calminha, mas o Todo Poderoso deve ficar na dúvida entre mandar essas pessoas para céu ou inferno. Tenho cá para mim que não deixa de ser um pecado bem forte e imperdoável ter passado a vida a atormentar mentes como a minha, que só querem dar um passeio sem serem incomodadas por semelhantes atrocidades. Parece-me a mim que se eu posso preparar-me antes de sair de casa, e tenho uma vida bem ocupada, qualquer pessoa o consegue! Claro que ninguém pede que peguem agora no dinheiro escondido debaixo do colchão, ou hipotequem a casa para ir comprar Dior ou Gaultier. Mas sei lá, ponham a roupa de domingo e ir à madrinha e façam um tour pelo shopping(desaconselho desde já Primark e Fábio Lucci...).
Muito mais poderia e poderá no futuro ser dito sobre este pertinente tema, mas esta guerra entre treino-maníacos e pessoas com sensibilidade à moda, é vencida batalha a batalha.
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terça-feira, 27 de março de 2012
CONFISSÃO 4: Fato de treino vs Ruas da cidade
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quarta-feira, 21 de março de 2012
CONFISSÃO 2: Porteiro numa discoteca vs 9º Ano
Desde o início dos tempos, sempre houve uma constante procura de afirmação pessoal do ser humano. Uns pela sua formação, outros pelo visual ou a carreira profissional...e depois existem os porteiros das discotecas! Uma vida carregada de glamour e adrenalina que esconde um terrível mistério: "Porque foram estas pessoas escolhidas para fazer o papel de Deus todo poderoso?".
Na realidade, teremos de começar por enquadrar esta honrada profissão, contextualizando todos os passos necessários à aquisição do estatuto: é completamente essencial que ao longo da nossa vida, algo tenha acontecido para sentirmos a necessidade de tatuar um dragão, o nome próprio ou da devida esposa em caracteres chineses(como se Andreia Vanessa fosse passar a ser um nome que se dê a uma criança que se quer bem...); além disso, é imperativo ter uma capacidade de percepção algo desfasada da realidade. Passo a explicar: se vestes o 44 NÃO uses calças 40, se achas que o tamanho XXL só tem o 2 X devido ao marketing, desengana-te..esse tamanho existe para impedir que vejamos o teu umbigo, ah..e o preto NÃO faz milagres...
Na realidade, nada tenho contra os porteiros, apenas detesto esperar à porta de qualquer lado só porque o "homem do detector de metais" está mal disposto por terem acabado os saldos e não tenham conseguido comprar aquele casaco dourado com brilhantes nas mangas que Iam levar ao casamento da prima cujo copo de água vai ser na Quinta XPTO e vai ser pago às prestações. Sim, porque isto de trabalhar à noite cria um círculo de amizades e conhecimentos que fortalecem a cada dia que passa a irmandande dos reis das discotecas.
Em suma, confesso ter uma certa inveja dessa gente(acreditem leitores, que teríamos espaços nocturnos bem melhor frequentados..), mas deixo aqui alguns Gritos do Ipiranga: o detector de metais que vocês usam não é uma coroa nem tão pouco um ceptro..daí que não o ostentem com tanto orgulho; as mãos que fazem passar pelo nosso corpo devem procurar somente objectos perigosos..não me apalpem que já tenho quem o faça e a posição de segurar o cinto com as mãos, a menos que seja código em linguagem secreta, já era alterada..sei lá..usem-na para folhear uns livros ou dicionários para inventarem depois desculpas melhores para não nos permitirem a entrada no espaço..o célebre "tá cheia" ou "há muitos homens" já enjoa mais do que a música da Lady Gaga ao sábado à noite...
Na realidade, teremos de começar por enquadrar esta honrada profissão, contextualizando todos os passos necessários à aquisição do estatuto: é completamente essencial que ao longo da nossa vida, algo tenha acontecido para sentirmos a necessidade de tatuar um dragão, o nome próprio ou da devida esposa em caracteres chineses(como se Andreia Vanessa fosse passar a ser um nome que se dê a uma criança que se quer bem...); além disso, é imperativo ter uma capacidade de percepção algo desfasada da realidade. Passo a explicar: se vestes o 44 NÃO uses calças 40, se achas que o tamanho XXL só tem o 2 X devido ao marketing, desengana-te..esse tamanho existe para impedir que vejamos o teu umbigo, ah..e o preto NÃO faz milagres...
Na realidade, nada tenho contra os porteiros, apenas detesto esperar à porta de qualquer lado só porque o "homem do detector de metais" está mal disposto por terem acabado os saldos e não tenham conseguido comprar aquele casaco dourado com brilhantes nas mangas que Iam levar ao casamento da prima cujo copo de água vai ser na Quinta XPTO e vai ser pago às prestações. Sim, porque isto de trabalhar à noite cria um círculo de amizades e conhecimentos que fortalecem a cada dia que passa a irmandande dos reis das discotecas.
Em suma, confesso ter uma certa inveja dessa gente(acreditem leitores, que teríamos espaços nocturnos bem melhor frequentados..), mas deixo aqui alguns Gritos do Ipiranga: o detector de metais que vocês usam não é uma coroa nem tão pouco um ceptro..daí que não o ostentem com tanto orgulho; as mãos que fazem passar pelo nosso corpo devem procurar somente objectos perigosos..não me apalpem que já tenho quem o faça e a posição de segurar o cinto com as mãos, a menos que seja código em linguagem secreta, já era alterada..sei lá..usem-na para folhear uns livros ou dicionários para inventarem depois desculpas melhores para não nos permitirem a entrada no espaço..o célebre "tá cheia" ou "há muitos homens" já enjoa mais do que a música da Lady Gaga ao sábado à noite...
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